QUIMIOTERAPIA

11/08/2014 22:10

Ela pode ser definida como a utilização de substâncias químicas para poder destruir, inibir, controlar ou neutralizar o crescimento das células tumorais.

Para o paciente ser candidato a receber quimioterapia, é necessária a consideração de uma série de fatores: a presença de doenças co-existentes, sua saúde, a capacidade de realizar o auto-cuidado, o tipo de tumor que ele possui e de sua localização no corpo. A forma e quais medicamentos serão utilizados para o tratamento também dependem da equipe médica e da situação do paciente, podendo ser utilizada a combinações de vários medicamentos ou a aplicação dos mesmos separadamente.

 
Quais os objetivos do uso da quimioterapia?
 
Os objetivos do tratamento dependem de qual estágio o câncer está:

Cura: A quimioterapia pode ser utilizada para destruir as células cancerígenas até que não seja mais possível detectá-las em seu corpo e/ou utilizada para impedir que o câncer recorra (recidiva).

 

Controle: É utilizada para que seja possível controlar o alastramento do câncer, a sua progressão, impedindo seu crescimento para outras partes e realizando a destruição de parte das células cancerígenas.

Paliativo: Quando o tumor já está em um estado muito avançado, ainda é possível utilizar-se da quimioterapia para melhorar os sintomas causados pela presença do tumor.

Independentemente dos objetivos terapêuticos, a quimioterapia pode ser utilizada em diferentes fases do tratamento, em conjunto com radioterapia ou a terapia biológica. Além disso, ela pode ocorrer antes da cirurgia e após a cirurgia e radioterapia. 

Elas são classificadas em dois tipos:
 
Terapia neo-adjuvante – Recebe esse nome por ser realizada antes do tratamento definitivo ou localizado, (cirurgia, e menos frequentemente radioterapia), com o intuito de reduzir as dimensões do tumor e testar a sensibilidade da quimioterapia in vivo.

Terapia adjuvante – Método utilizado para destruir as células que ainda permanecem após o tratamento definitivo (cirúrgico ou radioterápico), reduzindo-se as chances de recorrência de doença.

Embora seu uso mais conhecido seja no tratamento oncológico, também pode ser indicada para o controle de doenças autoimunes e em casos de rejeição a órgãos transplantados.