GRAVIDEZ: A IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL E DOS EXAMES LABORATORIAIS

20/12/2014 09:07

Gravidez não é doença, apenas uma fase da vida em que a mulher requer cuidados especiais. Do ponto de vista médico, costuma ser dividida em três trimestres.

O primeiro talvez seja o que mais apresenta reações indesejáveis. A gestante fica sonolenta, com a sensibilidade à flor da pele. Os seios intumescem e ficam doloridos. Algumas têm enjoo, náuseas e chegam a vomitar.

No segundo trimestre, o mais tranquilo, a mulher se sente mais disposta e o mal-estar desaparece. Se não fosse a barriga dar sinais de que acolhe um novo membro da família, nem se notaria diferença no seu jeito de ser.

O terceiro trimestre parece que demora mais a passar. O volume do útero  aumenta muito, o que causa alterações não só na aparência, mas na anatomia e fisiologia da mulher. Nesse período, as visitas ao médico têm de ser mais próximas umas das outras e os cuidados redobrados.

Sempre é importante repetir que o apoio do marido e da família é fundamental para que a mulher leve a gestação com tranquilidade e confiança.

Vários exames podem ser realizados, cada um tem um papel fundamental para evitar futuros problemas para o bebê e para a mãe.

Hemograma Completo: o exame é importante para avaliar se a mãe está com anemia ou desenvolveu anemia durante a gravidez, o que ocorre freqüentemente, e outras doenças que podem ser detectadas pelo exame.

Tipo sanguíneo e fator Rh: a incompatibilidade sanguínea é quando o bebê tem o Rh positivo herdado do pai e a mãe possui o fator Rh negativo, causando a doença hemolítica do recém-nascido ou eritoblastose fetal. Com isso o feto pode morrer na gestação ou após o nascimento.

Glicemia de jejum: detecta diabetes mellitus

Sífilis - VDRL: a doença na mãe pode ser transmitida ao bebê, podendo causar malformações, por isso deve ser investigada.

Toxoplasmose IgG e IgM: pode ser transmitido ao bebê e causar malformações.

Anti-HIV: é muito importante detectar se existe a presença do vírus da AIDS. Caso o resultado seja positivo, o médico pode aplicar algumas medidas para evitar que o vírus seja transmitido ao bebê. Este procedimento já evitou que inúmeras crianças se tornassem portadoras do vírus HIV.

Sumário de Urina e Urocultura: verifica se existe infecção urinária. Se não tratada pode causar partos prematuros.

Rubéola IgG e IgM: malformações graves podem ser causadas pelo vírus da rubéola.

Hepatite B e Hepatite C: caso a mãe seja portadora do vírus, existem condutas que reduzem a transmissão do mesmo para o bebê.

Citomegalovírus IgG e IgM: alguns bebês podem nascer com problemas devido a presença do vírus e podem ficar com sequelas.

Além destes existem outros exames importantes como a ultra-sonografia (US). Em casos que a mãe apresenta alguma suspeita para outras doenças ou história familiar poderão ser pedidos mais exames.