Diabetes: saiba como detectar e conviver com a doença

13/04/2014 15:38

Diabetes: saiba como detectar e conviver com a doença

Os alimentos sofrem digestão no intestino e alguns transformam em açúcar (glicose), que é absorvida para o sangue. A glicose no sangue é usada pelos tecidos como fonte de energia. A utilização da glicose depende da presença e da ação da insulina, uma substância produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo, pela falta da insulina, ela se eleva no sangue, o que chamamos de hiperglicemia, definindo o chamado Diabetes Mellitus.

Os tipos mais comuns de diabetes são: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional.
Diabetes tipo 1: É também conhecido como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado. Nesse tipo de diabetes, a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não são dadas diariamente. O diabetes tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens.

Diabetes tipo 2: É também chamado de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade, embora na atualidade se vê com maior frequência em jovens em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse da vida urbana. Nesse tipo de diabetes, encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de Hiperglicemia. Por ser pouco sintomática, o diabetes tipo 2 na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento, o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.

Diabetes Gestacional: A elevação da glicose elevada no sangue durante a gravidez é denominada de Diabetes Gestacional. Geralmente, a glicose no sangue se normaliza após o parto. No entanto, as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes gestacional possuem maior risco de desenvolverem diabetes tipo 2 tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos.

Segundo o Ministério da Saúde, de 2000 a 2010, o diabetes foi responsável por mais de 470 mil mortes em todo o Brasil. Neste período, o número saltou de 35,2 mil para 54,8 mil. Isso significa que a taxa de mortalidade avançou de 20,8 para 28,7 mortes por 100 mil habitantes. As mulheres são as principais vítimas. Em 2010, foram 30,8 mil óbitos de mulheres, contra 24 mil de homens. Em 2000, eram 20 mil mulheres, enquanto 14 mil homens morreram por essa causa. A faixa etária que apresenta a maior parte das mortes em 2010 fica acima dos 80 anos de idade, na qual ocorreram 15,7 mil falecimentos. Esse número mais que dobrou, já que em 2000 foram 6,8 mil mortes de idosos diabéticos com mais de 80 anos

Sinais e Sintomas
Aproximadamente metade dos portadores de diabetes tipo 2 desconhecem sua condição, uma vez que a doença é pouco sintomática. O diagnóstico precoce do diabetes é muito importante, pois o tratamento evita sua complicações. Quando presentes, os sintomas mais comuns são:

Urinar excessivamente, inclusive acordar várias vezes durante a noite para urinar;
Sede excessiva;
Aumento do apetite;
Perda de peso. A perda de peso ocorre mesmo estando comendo de maneira excessiva;
Cansaço;
Vista embaçada ou turvação visual;
Infecções frequentes, sendo mais comuns as infecções de pele.
Quaisquer que sejam os sintomas, um médico deve ser procurado imediatamente para realização de exames que esclarecerão o diagnóstico.

Educação e Prevenção
O diabetes exige alguns cuidados que são para o resto da vida, tanto para o paciente, quanto para a família. Ambos precisam tomar uma série de decisões relacionadas ao tratamento do diabetes: medir a glicemia regularmente, tomar medicamentos diariamente, exercitar-se assiduamente e ajustar os hábitos alimentares. Além disso, pode ser necessário apoio psicológico. Como as consequências do tratamento são baseadas nas decisões tomadas, é de extrema importância que as pessoas com diabetes recebam educação de qualidade, ajustada às necessidades e fornecidas por profissionais de saúde qualificados.

Atividade física regular
A atividade física regular é essencial e de grande benefício para o controle do diabetes e de condições associadas como a hipertensão arterial, a obesidade e a hipercolesterolemia. Além de facilitar o controle dessas condições, a atividade física melhora o condicionamento físico, as dores musculares, articulares e dá uma sensação de bem-estar, melhora o humor e a autoestima.

Caminhar, subir escadas, andar de bicicleta, trabalhar no jardim e dançar são exemplos de atividade física. No entanto, para ter benefícios para a saúde, a atividade física deve ser moderada e realizada pelo menos durante 150 minutos por semana.

Quem pode ter diabetes
A presença de uma ou mais das seguintes condições aumentam o risco de desenvolver o diabetes:

Idade maior que 45 anos;
Familiares próximos portadores de diabetes;
Excesso de peso ou obesidade;
Pressão arterial elevada;
Colesterol elevado;
Mulheres com antecedentes de filhos nascido com mais de 4.0 Kg.

Fonte: diabetes.org.br e Ministério da Saúde.