COMO NÃO ENGORDAR NA GRAVIDEZ

27/07/2014 21:52

 

O crescimento do bebê no ventre da mãe faz com que ela, naturalmente, aumente de peso. Isso, porém, em hipótese alguma quer dizer que deva "comer por dois". Esta prática pode trazer malefícios tanto para ela como para o feto.

A gravidez é um estado de graça para a mulher pois, além de deixá- la encantada pela feminilidade, traz à tona sua capacidade de gerar outro ser. Por outro lado, a magia da maternidade vêm, muitas vezes, acrescida de quilos e quilos de excesso, antes e durante os nove meses de espera.

Sem saber como agir, principalmente no caso das mães de primeira viagem - muitas acabam pecando pelo exagero de comida. Tudo sem ao menos imaginar o quanto isso pode ser prejudicial não só para ela, que vai sentir depois grande dificuldade de eliminar o peso extra, mas para o bebê também. Mães obesas podem ter (de 1,4 a 1,8 vezes mais freqüentemente) filhos grandes para a idade gestacional do que aquelas com peso normal. Sem contar que crianças nascidas de mães obesas, a longo prazo, têm mais probabilidades de se tornarem adultos gordos.

Alimentação balanceada
Para você ter uma idéia de que estar grávida não é sinônimo de "comer por dois" há, sim, uma diferença de cardápio em cada fase da gestação. Afinal, existe a necessidade de um aporte de calorias, tanto para a mãe como para o desenvolvimento do bebê, mas nada que justifique um aumento além do normal. Durante o primeiro trimestre o consumo deve ser o mesmo de uma mulher não-grávida para que a futura mãe apenas mantenha o peso (considerando que ela tenha iniciado a gravidez no peso ideal).

A qualidade da alimentação é o mais relevante e existem alguns nutrientes que são indispensáveis. O aporte calórico só é aumentado em 300 calorias por dia a partir do segundo trimestre e só para gestantes fora da faixa de sobrepeso ou obesidade. Para estes casos específicos, o indicado é que se faça um menu com uma nutricionista.

Vitaminas são fundamentais
Tão importante quanto a quantidade é a qualidade do que é consumido no período. Afinal, embora sejam prescritos minerais e vitaminas sintéticos, é na alimentação que está a maior fonte desses nutrientes. Devemos dar ênfase ao acréscimo de ácido fólico, ascórbico, vitaminas B6, A, D, E, K, cálcio, fósforo, ferro, zinco, cobre sódio, magnésio, flúor e iodo.

Para suprir todas as necessidades, contudo, é básico um cardápio diversificado que inclua: produtos integrais, oleaginosas, frutas, legumes, verduras, laticínios e carnes (nestes dois casos, dando preferência aos mais magros). Os minerais e as vitaminas possuem funções específicas que garantem a saúde da mãe e perfeito desenvolvimento fetal.

Fatores que provocam o ganho de peso
A gestação engloba uma série de pequenos e contínuos ajustes fisiológicos que afetam o metabolismo dos nutrientes digeridos. Estes acertos são individuais e dependem: 
1. do estado nutricional pré-gestacional; 
2. fatores genéticos; 
3. tamanho do feto; 
4. e do estilo de vida da futura mãe.